Trabalhadores fazem grande ato por direitos em Brasília
Milhares de trabalhadores se reuniram em Brasília nesta quarta-feira, 15, e ocuparam as ruas desde cedo, fortalecendo a mobilização nacional em defesa de direitos sociais.
O ato começou com a execução do Hino Nacional e, em seguida, lideranças sindicais destacaram a importância da unidade e da participação popular organizada ativa.
O ministro Guilherme Boulos parabenizou a mobilização do movimento sindical e afirmou que o dia representa um momento histórico de luta e organização nacional ampla.
Já o presidente da Força Sindical, Miguel Torres, destacou a unidade das centrais sindicais e afirmou que os trabalhadores avançaram, mas precisam seguir mobilizados para consolidar conquistas e ampliar direitos.
“Hoje vivemos um momento histórico, com trabalhadores e trabalhadoras de todo o Brasil ocupando Brasília de forma organizada e consciente. Chegamos até aqui graças à unidade das centrais sindicais, construída com muito diálogo, esforço coletivo e compromisso com a classe trabalhadora. Já avançamos em diversas pautas, mas sabemos que os desafios permanecem”.

Ele afirmou ainda que o movimento sindical precisa seguir firmes, mobilizados e articulados para consolidar conquistas e avançar ainda mais na construção de um projeto de país baseado em empregos de qualidade, direitos ampliados, democracia fortalecida, soberania nacional e vida digna para todos.
Além disso, o presidente da Força Sindical SP, Danilo Pereira da Silva, afirmou que a unidade fortalece a luta e amplia conquistas, reforçando o papel das centrais sindicais na mobilização nacional.
“A unidade das centrais sindicais demonstra maturidade política e compromisso com a classe trabalhadora. Esse processo fortalece nossa capacidade de mobilização, amplia o diálogo com a sociedade e pressiona por respostas concretas dos poderes constituídos”.

De acordo com Danilo, o movimento sindical foi a Brasília para mostrar que os trabalhadores têm propostas consistentes para o Brasil, que passam pela valorização do trabalho, geração de empregos, redução da jornada sem redução salarial e combate às desigualdades.
Por sua vez, João Carlos Gonçalves, Juruna, afirmou que a unidade amplia a capacidade de negociação, enquanto dirigentes reforçaram direitos e combateram a violência contra mulheres.
“A unidade das centrais sindicais não é apenas simbólica, ela tem efeitos práticos na mesa de negociação e na correlação de forças. Quando atuamos juntos, ampliamos nossa capacidade de pressionar por políticas públicas e por avanços concretos para os trabalhadores.
Juruna ressaltou ainda que essa mobilização em Brasília mostra que o movimento sindical está organizado, atento e preparado para enfrentar os desafios colocados, sempre com o objetivo de garantir melhores condições de vida e trabalho para a população.
Em seguida, dirigentes destacaram propostas concretas, defenderam políticas públicas e afirmaram que a mobilização fortalece o desenvolvimento, além de consolidar a pauta unificada nacional ampla.

Conclat define rumos e políticas públicas
Os dirigentes destacaram que a mobilização representa momento estratégico para pressionar avanços concretos nas políticas públicas e sociais em todo o país. E reafirmaram compromisso com empregos, direitos, democracia e vida digna e, assim, consolidaram a pauta unificada como instrumento central de mobilização nacional.
Após a CONCLAT, as centrais sindicais realizaram uma marcha até a Praça dos Três Poderes, em Brasília, reunindo milhares de trabalhadores.
Durante o percurso, dirigentes sindicais e trabalhadores levantaram bandeiras e palavras de ordem, enquanto apresentaram propostas da pauta unificada para avançar em empregos, direitos e dignidade.
O Ato seguirá com a entrega da Pauta da Classe Trabalhadora ao presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, ao presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), e ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP). O documento reúne as prioridades para o próximo quadriênio e servirá de base para as ações e reivindicações sindicais.

