Trabalhadores da saúde aprovam greve a partir de segunda em SP
Trabalhadores das Organizações Sociais, Santas Casas e hospitais filantrópicos de São Paulo aprovaram greve para segunda-feira, 14 de setembro, após assembleia realizada nesta terça-feira.
Além disso, a categoria fará ato público às 10h30, em frente à Prefeitura, no Viaduto do Chá, região central da capital paulista, durante mobilização.
A decisão ocorreu após reuniões entre SinSaúdeSP, Prefeitura e Secretaria Municipal da Saúde terminarem sem acordo sobre as principais reivindicações apresentadas pelos trabalhadores da categoria.
Segundo o Sindicato, a gestão do prefeito Ricardo Nunes não apresentou proposta para reajustar salários nem aumentar valores do vale-alimentação e vale-refeição dos profissionais paulistanos.
Os trabalhadores aguardam há quatro meses uma resposta às reivindicações da campanha salarial e, diante do impasse, decidiram intensificar a mobilização em defesa da valorização.
Negociações terminam sem proposta
Inicialmente, representantes do SinSaúdeSP e trabalhadores participaram de reunião pela manhã, porém as negociações terminaram sem qualquer avanço concreto nas reivindicações apresentadas pela categoria profissional.
Diante disso, a posição do presidente Jefferson Caproni e da comissão de trabalhadores levou a Prefeitura a marcar outra reunião para as 15 horas daquele dia.
Entretanto, segundo o Sindicato, a segunda rodada também terminou sem proposta concreta, levando a diretoria da entidade a encaminhar a paralisação para votação em assembleia.
Para o SinSaúdeSP, a ausência de respostas demonstra descaso com profissionais responsáveis pelo atendimento diário da população e que atuaram diretamente durante a pandemia de Covid-19.
“A situação é insustentável e precisamos dar uma resposta em alto e bom som. Se a Saúde de São Paulo parar, a responsabilidade será do prefeito”, afirmou a entidade.
Mobilização reuniu mais de 8 mil
A greve foi aprovada cinco dias depois da manifestação que reuniu, segundo o Sindicato, mais de oito mil profissionais diante da Prefeitura de São Paulo, recentemente.
Na ocasião, os trabalhadores cobraram valorização salarial e estabeleceram prazo para que a administração municipal apresentasse respostas concretas às reivindicações discutidas durante toda campanha salarial da categoria.
Mesmo após a mobilização, entretanto, as negociações não avançaram, enquanto o Sindicato manteve esforços para construir uma solução negociada antes da deflagração efetiva da greve geral.
Porém, diante da ausência de propostas, a entidade considerou esgotada essa possibilidade e também cobrou intervenção do governador Tarcísio de Freitas para solucionar o impasse existente.
Agora, o SinSaúdeSP organiza a mobilização nos locais de trabalho e convoca os profissionais para concentração na segunda-feira, quando começará oficialmente a paralisação da categoria.
A greve abrangerá trabalhadores das Organizações Sociais, Santas Casas e hospitais filantrópicos, enquanto o Sindicato reivindica reajuste salarial e aumento dos benefícios pagos aos profissionais paulistanos.
Na segunda-feira, 14 de setembro, a categoria realizará concentração às 10h30 diante da Prefeitura, no Viaduto do Chá, região central de São Paulo, durante mobilização.

