Seminário debate negociação coletiva do setor do etanol
Dirigentes sindicais participaram da abertura do Seminário de Negociação Coletiva das Campanhas Salariais 2026, organizado pela FEQUIMFAR, para fortalecer estratégias de negociação no setor do etanol.
Durante o encontro, sindicatos que representam trabalhadores do setor sucroenergético discutiram uma pauta unificada de reivindicações, com objetivo de ampliar conquistas e fortalecer mobilização nacional.
O presidente da Força Sindical São Paulo, Danilo Pereira da Silva, participou da abertura e destacou a importância da unidade sindical para fortalecer negociações coletivas em todo país.
De acordo com Danilo, representantes de sindicatos de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Goiás, Rio de Janeiro, Paraná e São Paulo participaram do encontro.
“Este seminário é fundamental porque reúne sindicatos de vários estados para construir uma pauta unificada e fortalecer a negociação coletiva no setor do etanol”, afirmou Danilo.
“Essa unidade nacional é essencial para avançarmos nas negociações e, no futuro, buscarmos acordos cada vez mais unificados entre sindicatos e empresas do setor”, acrescentou.
Além disso, o presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Indústria Química, Antonio Silvan, também esteve presente e apresentou reflexões sobre cenário nacional das negociações.
Sérgio Luiz Leite, Serginho, presidente da FEQUIMFAR, ressaltou que a federação constrói inicialmente uma pauta unificada nacional, porém cada estado conduz negociações conforme realidade regional.
“A Federação organiza uma pauta nacional para orientar as campanhas salariais, mas cada sindicato discute as especificidades de sua base e conduz suas negociações locais”, explicou Serginho.
Entretanto, o dirigente destacou que o movimento sindical busca avançar para negociações mais integradas entre sindicatos que representam trabalhadores de empresas presentes em vários estados.
Como exemplo, ele citou negociações envolvendo a empresa Atvos, antiga Odebrecht Agroindustrial, onde sindicatos de diferentes regiões já articulam acordos coletivos mais unificados.
Além disso, dirigentes destacaram mudanças no setor sucroenergético, marcado pela presença de grupos internacionais, incluindo empresas francesas, chinesas e grandes conglomerados industriais.
Nesse contexto, sindicatos discutem estratégias de negociação por grupos empresariais, garantindo melhores condições de trabalho e ampliando a força coletiva nas campanhas salariais.
Durante o seminário, também foi apresentado um panorama nacional das negociações coletivas, destacando desafios econômicos, políticos e sociais que impactam diretamente trabalhadores.
“Hoje o setor está dividido em diversos grupos empresariais e precisamos construir estratégias coletivas para negociar com mais força e garantir direitos à categoria”, afirmou Serginho.
Entre os principais temas debatidos estiveram redução da jornada de trabalho, fim da escala seis por um, combate à pejotização e defesa dos direitos trabalhistas.
Por fim, dirigentes reforçaram que a unidade nacional do movimento sindical será fundamental para enfrentar os desafios das campanhas salariais e ampliar conquistas para a categoria.




