Art Popular canta: Agamamou; música

O malabarismo que o povo trabalhador faz para sobreviver é como o gingado de um samba. Requebra de cá, requebra de lá, um olho daqui e outro acolá: para o pobre tudo é difícil, tem que acertar o passo.Agamamou faz diversas referências populares, diluindo-as no ritmo do samba. E, em meio a isso tudo, acusa: “ninguém me reconhece como um grande cidadão”.

O autor não reivindica reconhecimento de herói, mas de cidadão, abordando a marginalização de quem trabalha duro para sobreviver. Cidadania pressupõe dignidade e direitos básicos. A questão que fica é quanto isso é inacessível.

Com humor, a música faz do samba a metáfora das dificuldades do povo brasileiro. Gravada no fim da década de 1990, trata-se de um tema atemporal, que está na raiz e na identidade do país.

Agamamou
Compositor: Leandro Lehartar/1998
Intérpretes: Art Popular

E a galera lá do Morro
Do Salgueiro e Vidigal
‘Tá querendo balançar
E a torcida do Corinthians e do Flamengo está também
‘Tá querendo balançar
E o povo do Nordeste
Do chachado quer o quê?
‘Tá querendo balançar
A Bahia do batuque
Da mandinga e coisa e tal
‘Tá querendo balançar

Brasileiro vive na raça
O pagode é o canto da massa
‘Tá plantando até bananeira
É José, é João, é Ferreira

Mas ninguém me reconhece
Como grande cidadão, negão
É cidadão, é cidadão, é cidadão
Ninguém me reconhece
Como grande cidadão
É cidadão, é cidadão, é cidá
Ninguém me reconhece
Como grande cidadão
É cidadão, é cidadão, é cidadão
Ninguém me reconhece
Como grande cidadão
É cidadão, é cidadão, é cidadão
Ah, ah, ah, ieh eh

Requebra de cá
Requebra de lá
‘Tá querendo balançar
Um olho daqui
E outro acolá
‘Tá querendo balançar
Na palma da mão eh eh ah
‘Tá querendo balançar
E blá, blá, blá
E blá, blá, blá
‘Tá querendo balançar

Agamamou, love, love, love, jou, jou
Agamamou, love, love, love, jou, jou yeah
Agamamou, love, love, love, jou, jou
Agamamou, love, love, love, jou, jou

E a galera lá do Morro
Do Salgueiro e Vidigal
‘Tá querendo balançar
E a torcida do Corinthians e do Flamengo está também
‘Tá querendo balançar
E o povo do Nordeste
Do chachado quer o quê negão?
‘Tá querendo balançar
A Bahia do batuque
Da mandinga e coisa e tal
‘Tá querendo balançar

Brasileiro vive na raça
O pagode é o canto da massa
‘Tá plantando até bananeira
É José, é João, é Ferreira

Mas ninguém me reconhece
Como grande cidadão
É cidadão, é cidadão, é cidadão
Ninguém me reconhece
Como grande cidadão
É cidadão, é cidadão, é cidá
É cidadão, é cidadão, é cidadão
Ninguém me reconhece
Como grande cidadão
É cidadão, é cidadão, é cidá

Requebra de cá
Requebra de lá
‘Tá querendo balançar
Um olho daqui
E outro acolá
‘Tá querendo balançar
Na palma da mão
Pro povo esquentar
‘Tá querendo balançar
E blá, blá, blá
E blá, blá, blá
‘Tá querendo balançar

Agamamou, love, (love, love, jou, jou)
(Agamamou, love, love, love, jou, jou)
(Agamamou, love, love, love, jou, jou)
(Agamamou, love, love, love, jou, jou)
‘Tá querendo balançar
‘Tá querendo balançar
‘Tá querendo balançar

Fonte: Centro de Memória Sindical

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